A Origem do Xemelê
01/04/2008 Por: jose.murilo em: Novidades
“Xemelê é agitação. Uma dança, um passo de tango, um batuque dodecafônico misturando dados e máquinas. Xemelê é o maestro da orquestra invisível. Da mesma forma que a linkania inter-relaciona as inteligências das pessoas, o xemelê faz o link das máquinas, dos softwares, das inteligências artificiais que se estendem e descolam do ser humano. Máquinas que não conversam entre si não agregam valor para a comunidade. A sociedade da colaboração exige esta conversação.” (update 09/06/08)
Linkania e Xemelê – Marketing Hacker (Hernani Dimantas)
Xemelê é um termo fantasia derivado da denominação do protocolo XML (Extensible Markup Language) — que é um padrão de linguagem para comunicação entre sistemas via web. Desde as primeiras conversas com o Min. Gil sobre as possibilidades de uso da Internet nos programas e ações do MinC, volta e meia estávamos nós — a primeira equipe da GIE, José Murilo, Daniel Pádua, Marcelo Metal e agregados — mencionando novas funcionalidades baseadas no protocolo XML. Para facilitar a comunicação, e sob a influência das conversas no coletivo ‘Projeto Metáfora‘, logo transformamos XML em verbo: “xemelizar” conteúdos… De fato, o XML provê uma linguagem comum que permite aos sistemas, mesmo em diferentes plataformas e linguagens, trocar informações estruturadas customizáveis — e não apenas dados brutos.
“Depois transformaríamos em substantivo novamente, mas já devidamente tropicalizado: “xemelê” como uma espécie de denominador comum das conversas, um esforço para manter uma linguagem simples, livre de jargões, compreensível pelo maior número possível de pessoas.” (Felipe Fonseca – Conhecendo a história do termo xemelê). Hoje, aplicações desenvolvidas com base em XML estão presentes em todos os serviços da web 2.0, e é a exploração extensiva de seu potencial que inagurou o advento da ‘web ao vivo’, e que viabiliza a agregação de conversas na rede em tempo real.
Facilitar a comunicação e a interatividade, explorar a conversa em tempo real na rede, tudo isso virou sinônimo de Xemelê para a equipe responsável pelo desenvolvimento das soluções web do MinC. Não por acaso nosso servidor de desenvolvimento foi assim batizado: “XEMELE”. Neste momento em que estamos lançando um espaço para compartilhamento de soluções que promovem a interatividade e os processos colaborativos na rede, o nome ideal para simbolizar o trabalho de desenvolvimento em software livre no MinC surgiu naturalmente.










Daniel Pádua
23/04/2008 às 20:04
De repente vale falar da primeira equipe “Xemelê” do Ministério da Cultura, que inaugurou o uso do termo por aí, criou um núcleo de protótipos de sistemas e enfim, iniciou a tradição que a Gerência de Informações Estratégicas soube tão bem expandir e continuar. :)
José Murilo
20/05/2008 às 19:03
De fato, vale muitíssimo a referência. Os conceitos e os trabalhos que foram desenvolvidos pelo Daniel Pádua e pelo Marcelo Metal no Ministério da Cultura estabeleceram as bases fundamentais para os frutos que agora estão sendo colhidos.
Tudo começou como o ‘Concurso de Jogos Eletrônicos‘ em 2004, e nesta época, quando pensávamos nas possibilidades das narrativas emergentes, e nas articulações xemelentas dos “pontos de cultura”… Como dizia o Dpádua – Medo!.
Outra boa referência desta primeira equipe da GIE é o post que anuncia a entrada no ar do ‘novo site do MinC‘ (18/03/2005), publicado na plataforma Waram, que foi desenvolvida em parceria com a prefeitura de São Paulo.
Na época já diziamos: “…era fundamental criar a capacidade interna de desenvolver e configurar novas possibilidades na plataforma de publicação selecionada, e que esta pudesse ser posteriormente implementada de forma fácil e com baixo custo nos sites das unidades vinculadas do ministério, criando assim o ambiente ideal para a integração das diferentes instâncias do projeto web do sistema MinC, e respectivos programas e ações.”
Na sequência, as pirações com a ‘Plataforma Agregadora‘ e o ‘CMS Quântico‘, que no conjunto chamávamos de ‘Plataforma Xemelê‘.
Que toda esta turma que concebeu e impulsionou o conceito, este XEMELÊ, possam seguir linkados ao movimento. Além do Pádua e do Metal, também o Uirá, o Magnon, o Thiago Silva, o Marcos Machado, o Rogério Pereira, o Vítor, o Ananias, o Machado, os ‘articuladores’ e os ‘metarecicleiros’, enfim, toda esta galera que de alguma forma esteve, está, ou ainda vai estar conectada com a ‘Cultura Digital‘ do MinC de Gilberto Gil.
Saudações amplas e gerais!
hernani dimantas
06/06/2008 às 19:09
Xemelê é termo do Metá:Fora. É anterior ao cultura digital. É Copyleft, mas a apropriação é indevida… http://www.marketinghacker.com.br/index.php?query=xemel%EA&amount=0&blogid=1
efeefe
07/06/2008 às 13:52
também acho que faltou falar do projeto metáfora, onde o termo surgiu pela primeira vez… vi a citação ao textinho ali, mas o primeiro parágrafo e a minha citação no segundo dão a entender que o xemelê surgiu nas conversas no minc, e não foi bem assim…
José Murilo
09/06/2008 às 18:54
Alô Colegas,
‘Comentários’ e ‘Updates’ servem exatamente para isso: interatividade e colaboração agregando perspectivas para disponibilizar uma documentação mais aperfeiçoada.
O HD linkou acima um post de junho de 2003, exatamente o período em que eu estava chegando no MinC. Logo depois chegaram o Pádua e o Metal, e a influência do Grupo Metáfora (do qual todos nós fizemos parte) em tudo o que fazíamos e falávamos era grande.
Vendo agora a definição de Xemelê original do HD, me parece a perfeita tradução do que estamos fazendo e propondo, e portanto valho-me do ‘update’ para destacá-la na introdução do post. Nada mais justo e coerente.
Agradeço a colaboração dos colegas neste post, que com estas assinaturas passa a ter muito mais significado.
Saudações.
hernani dimantas
10/06/2008 às 14:00
Legal, Murilo. Valeu pelo update!!!! Metá:Fora rules…. heheheheh
Abraços, hdhd