Empresas descobrem mercado de audiolivro
12/08/2008 Por: admin em: Cultura Digital
Fonte: José Murilo Junior de Cultura Digital – Na mídia
O mercado de audiolivros – gravações de livros – começa a dar seus primeiros passos no Brasil. Antes restritos a públicos especiais, como deficientes visuais e crianças, os livros narrados ganharam nos últimos anos mais editoras especializadas. E, conseqüentemente, mais títulos e leitores. Estima-se que hoje 2,9 milhões de brasileiros leiam (ou escutem) obras literárias em áudio, segundo uma pesquisa recente do Instituto Pró-Livro sobre o comportamento leitor no País.
Por trás desse movimento – tímido se comparado aos Estados Unidos, onde os audiolivros representam 9% do mercado editorial, porém crescente – está a iniciativa de poucos e pioneiros empreendedores. Como a do técnico de informática Marco Giroto, de 28 anos, que criou a Audiolivro em 2006. A idéia de montar uma editora de livros narrados surgiu durante as “viagens” diárias que fazia entre sua casa, em São Paulo, e a sede da empresa em que trabalhava, em Barueri (SP).
“Eu perdia três horas por dia nesse trajeto. Pensei: deve haver um jeito melhor de aproveitar esse tempo”, conta. Apaixonado por leitura, pesquisou e descobriu o mercado de audiolivros nos EUA, que movimenta cerca de US$ 1 bilhão por ano, ou 9% do mercado editorial.
No Brasil, porém, não havia editora especializada no produto. Com o apoio da esposa Vanessa Ban e do sogro, que é músico, o técnico investiu suas economias na montagem de um estúdio e passou a produzir, sozinho, alguns títulos.
No primeiro ano, foram apenas seis. “Convidei vários autores para gravarem suas obras, mas ninguém queria, ninguém acreditava naquilo”, diz. Resolveu então atacar em outra frente: comprando os direitos autorais de obras conhecidas e gravando-as em seu pequeno estúdio. Com a gravação de “Código da Vinci”, após seis duros meses de negociação, vieram os primeiros contratos de distribuição com grandes livrarias.
Hoje, a editora de Giroto tem 35 títulos e outros 30 a caminho, a serem lançados na Bienal do Livro de São Paulo, que começa nesta semana. A partir de setembro, pretende lançar de cinco a 10 obras por mês. “De junho do ano passado até junho deste ano, nossas vendas cresceram 150%”, conta Giroto, que deixou o emprego em uma multinacional para tocar o negócio.
Potencial
Atualmente, a Audiolivro, que funciona em um pequeno estúdio no Tatuapé com 10 funcionários, é uma das maiores editoras de audiolivro do País. Mas existem pelo menos outras quatro – todas criadas nos últimos anos – atuando nesse mercado. “Hoje em dia, todo mundo tem um celular ou tocador de MP3, os carros saem das fábricas com um MP3 player. Temos aí um potencial enorme de crescimento”, diz o diretor da editora Livro Sonoro, Luiz Carlos Gioia, de 62 anos.
Gioia deixou o setor editorial tradicional, onde atuou por 10 anos, para abrir com Gabriel Goés, de 28 anos, a editora de livros em áudio. A empresa surgiu por idéia de Goés, que conheceu o produto após uma temporada na Suíça. De volta ao Brasil, fez cursos de áudio e produziu algumas obras, de forma quase artesanal. Até abrir a empresa neste ano.
A editora já lançou seis títulos de obras literárias e prepara outros três até o fim do ano. Os audiolivros serão vendidos em livrarias e pontos alternativos, como postos de gasolina -”para buscar o leitor que viaja” – e academias. Além, é claro, da internet. “Todo internauta é um cliente em potencial.”
Outra editora que apostou nesse público – e em seu potencial de crescimento – foi a Nossa Cultura, de Curitiba. Criada em 2005, começou com apenas 10 títulos. E pegou carona, no último ano, no aquecimento do setor. Segundo o editor Paulo Lago, a empresa deve fechar este ano com 30 lançamentos, em títulos que vão desde auto-ajuda até guias de viagem.
“Desbravamos um mercado. Hoje até as grandes editoras já estão interessadas no segmento”, diz Lago. Segundo ele, o faturamento dobrou nos últimos 12 meses. “Tínhamos uma base pequena”, pondera ele. “Mas há um mercado nascente, que veio pra ficar.”










wagner lopes
20/01/2009 às 10:50
O audiolivro em mp3 será maior do que música em wav, np futuro.
Wagner Lopes.
Narrador da Bíblia versão King James.
wagner lopes
20/01/2009 às 10:52
Audiolivro o livro do futuro.
Wagner Lopes
Narrador de audiolivro
flavio
11/03/2009 às 12:06
Estou estudando um projeto na universidade e gostaria de trocar mais informações
Rafael Cavalcante
12/03/2009 às 21:39
Com os audilivros vão surgir um novo tipo de leitor. Pessoas quenão gostavam de ler poderam gostar de escutar.
Seria uma iniciativa interessante criar salas para as criançãs escutarem o audiolivro.
Vai chegar a biblioteca do audiolivro!
Bruna
05/05/2009 às 16:25
Sou estudante do curso Técnico em Biblioteconomia,li sua matéria e vi como o audio livro mudou sua vida e pode mudar de outras pessoas . Eu e meus colegas do curso, realizaremos uma ação cultural, cujo tema será Audio livro. Gostaria de trocar mais informações sobre o tema.
Autofly
16/07/2009 às 23:21
Audio videos sao excelentes para difundir o interesse pelos livros.
Vunder
23/04/2010 às 11:50
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Luciano Gontijo
07/05/2010 às 13:00
É o modo inteligente de consumir livros associado à leitura em si.