A Origem do Xemelê
“Xemelê é agitação. Uma dança, um passo de tango, um batuque dodecafônico misturando dados e máquinas. Xemelê é o maestro da orquestra invisÃvel. Da mesma forma que a linkania inter-relaciona as inteligências das pessoas, o xemelê faz o link das máquinas, dos softwares, das inteligências artificiais que se estendem e descolam do ser humano. Máquinas que não conversam entre si não agregam valor para a comunidade. A sociedade da colaboração exige esta conversação.” (update 09/06/08)
Linkania e Xemelê - Marketing Hacker (Hernani Dimantas)
Xemelê é um termo fantasia derivado da denominação do protocolo XML (Extensible Markup Language) — que é um padrão de linguagem para comunicação entre sistemas via web. Desde as primeiras conversas com o Min. Gil sobre as possibilidades de uso da Internet nos programas e ações do MinC, volta e meia estávamos nós — a primeira equipe da GIE, José Murilo, Daniel Pádua, Marcelo Metal e agregados — mencionando novas funcionalidades baseadas no protocolo XML. Para facilitar a comunicação, e sob a influência das conversas no coletivo ‘Projeto Metáfora‘, logo transformamos XML em verbo: “xemelizar” conteúdos… De fato, o XML provê uma linguagem comum que permite aos sistemas, mesmo em diferentes plataformas e linguagens, trocar informações estruturadas customizáveis — e não apenas dados brutos.
“Depois transformarÃamos em substantivo novamente, mas já devidamente tropicalizado: “xemelê” como uma espécie de denominador comum das conversas, um esforço para manter uma linguagem simples, livre de jargões, compreensÃvel pelo maior número possÃvel de pessoas.” (Felipe Fonseca - Conhecendo a história do termo xemelê). Hoje, aplicações desenvolvidas com base em XML estão presentes em todos os serviços da web 2.0, e é a exploração extensiva de seu potencial que inagurou o advento da ‘web ao vivo’, e que viabiliza a agregação de conversas na rede em tempo real.
Facilitar a comunicação e a interatividade, explorar a conversa em tempo real na rede, tudo isso virou sinônimo de Xemelê para a equipe responsável pelo desenvolvimento das soluções web do MinC. Não por acaso nosso servidor de desenvolvimento foi assim batizado: “XEMELE”. Neste momento em que estamos lançando um espaço para compartilhamento de soluções que promovem a interatividade e os processos colaborativos na rede, o nome ideal para simbolizar o trabalho de desenvolvimento em software livre no MinC surgiu naturalmente.
Sobre o Autor
Função
Responsável pela gestão estratégica da informação, em suas dimensões de coleta, organização, disponibilização, comunicação, agregação e uso colaborativo. Formula e implementa estratégias e mecanismos de integração e fortalecimento do Ministério e de suas entidades vinculadas através da gestão e compartilhamento inteligente das informações institucionais.
6 Comentários Publicados
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Daniel Pádua — 23/04/2008 @ 20:04 pm
De repente vale falar da primeira equipe “Xemelê” do Ministério da Cultura, que inaugurou o uso do termo por aÃ, criou um núcleo de protótipos de sistemas e enfim, iniciou a tradição que a Gerência de Informações Estratégicas soube tão bem expandir e continuar.

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José Murilo — 20/05/2008 @ 19:03 pm
De fato, vale muitÃssimo a referência. Os conceitos e os trabalhos que foram desenvolvidos pelo Daniel Pádua e pelo Marcelo Metal no Ministério da Cultura estabeleceram as bases fundamentais para os frutos que agora estão sendo colhidos.
Também o nome ‘Xemelê’ vem desta primeira esquipe que impulsionou os projetos web do Ministério da Cultura, em um tempo de recursos e infra-estrutura bem mais escassos.Tudo começou como o ‘Concurso de Jogos Eletrônicos‘ em 2004, e nesta época, quando pensávamos nas possibilidades das narrativas emergentes, e nas articulações xemelentas dos “pontos de cultura”… Como dizia o Dpádua - Medo!.
Outra boa referência desta primeira equipe da GIE é o post que anuncia a entrada no ar do ‘novo site do MinC‘ (18/03/2005), publicado na plataforma Waram, que foi desenvolvida em parceria com a prefeitura de São Paulo.
Na época já diziamos: “…era fundamental criar a capacidade interna de desenvolver e configurar novas possibilidades na plataforma de publicação selecionada, e que esta pudesse ser posteriormente implementada de forma fácil e com baixo custo nos sites das unidades vinculadas do ministério, criando assim o ambiente ideal para a integração das diferentes instâncias do projeto web do sistema MinC, e respectivos programas e ações.”
Na sequência, as pirações com a ‘Plataforma Agregadora‘ e o ‘CMS Quântico‘, que no conjunto chamávamos de ‘Plataforma Xemelê‘.
Que toda esta turma que concebeu e impulsionou o conceito, este XEMELÊ, possam seguir linkados ao movimento. Além do Pádua e do Metal, também o Uirá, o Magnon, o Thiago Silva, o Marcos Machado, o Rogério Pereira, o VÃtor, o Ananias, o Machado, os ‘articuladores’ e os ‘metarecicleiros’, enfim, toda esta galera que de alguma forma esteve, está, ou ainda vai estar conectada com a ‘Cultura Digital‘ do MinC de Gilberto Gil.
Saudações amplas e gerais!
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hernani dimantas — 06/06/2008 @ 19:09 pm
Xemelê é termo do Metá:Fora. É anterior ao cultura digital. É Copyleft, mas a apropriação é indevida… http://www.marketinghacker.com.br/index.php?query=xemel%EA&amount=0&blogid=1
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efeefe — 07/06/2008 @ 13:52 pm
também acho que faltou falar do projeto metáfora, onde o termo surgiu pela primeira vez… vi a citação ao textinho ali, mas o primeiro parágrafo e a minha citação no segundo dão a entender que o xemelê surgiu nas conversas no minc, e não foi bem assim…
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José Murilo — 09/06/2008 @ 18:54 pm
Alô Colegas,
‘Comentários’ e ‘Updates’ servem exatamente para isso: interatividade e colaboração agregando perspectivas para disponibilizar uma documentação mais aperfeiçoada.
O HD linkou acima um post de junho de 2003, exatamente o perÃodo em que eu estava chegando no MinC. Logo depois chegaram o Pádua e o Metal, e a influência do Grupo Metáfora (do qual todos nós fizemos parte) em tudo o que fazÃamos e falávamos era grande.
Vendo agora a definição de Xemelê original do HD, me parece a perfeita tradução do que estamos fazendo e propondo, e portanto valho-me do ‘update’ para destacá-la na introdução do post. Nada mais justo e coerente.
Agradeço a colaboração dos colegas neste post, que com estas assinaturas passa a ter muito mais significado.
Saudações.
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hernani dimantas — 10/06/2008 @ 14:00 pm
Legal, Murilo. Valeu pelo update!!!! Metá:Fora rules…. heheheheh
Abraços, hdhd