Archive for the ‘Notícias’ Category

Novos Prazos

quarta-feira, outubro 1st, 2008

A Fundação Nacional de Artes, instituição vinculada ao Ministério da Cultura, divulgou nesta segunda-feira, 29 de setembro, a prorrogação dos prazos para inscrições nas edições 2008 de diversas iniciativas. As novas datas constam das Portarias nºs 202 e 203, que foram publicadas no Diário Oficial da União (Seção 1, páginas 70 e 71).

Até 20 de outubro, estarão com inscrições abertas o Programa de Bolsa de Estímulo à Criação Artística, o Programa de Bolsa de Estímulo à Produção Crítica em Artes, o Prêmio Interações Estéticas – Residências Artísticas em Pontos de Cultura, o Projeto Pixinguinha – Prêmio Produção e o Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais (o prazo de execução dos projetos contemplados no Programa foi prorrogado até 15 de dezembro).

Já para o Prêmio Marcantonio Vilaça, a Funarte/MinC recebe, até 30 de outubro, as inscrições de propostas de instituições museológicas, privadas e públicas, que desejem adquirir obras de arte para ampliação de acervo. Serão beneficiados pelo menos dez museus, dois em cada região do país.

Saiba mais sobre as iniciativas: Fomento às Artes.

Leia, também, matéria divulgada no site da Funarte: Programa 2008 de bolsas e prêmios tem inscrições prorrogadas.

Primavera dos Museus

quinta-feira, setembro 18th, 2008

Este ano, o projeto “Primavera dos Museus” traz como tema “Museus e o diá-logo intercultural”

O Museu Sacaca realiza, no sábado, 20, a partir das 20 horas, no Museu Sacaca, em Macapá, a programação cultural “Primavera dos Museus”. O evento faz parte do calendário cultural brasileiro desenvolvido no país pelo Instituto do Patrimônio e Artístico Nacional (Iphan). No Amapá, a programação está sendo organizada pelo Instituto de Pesquisas Cientificas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa) em parceria com o a Secretaria de Estado da Cultura (Secult).

Este ano, o projeto “Primavera dos Museus” traz como tema “Museus e o diá-logo intercultural”. A proposta é contribuir para a promoção da paz, do pluralismo de idéias, do desenvolvimento humano e do respeito às diferenças.

No Amapá, a programação acontece pela segunda vez. Este ano, o projeto inclui apresentação de cantores locais; exposição de arte da escola Cândido Portinari, perfomance cultural Estátua Viva e a exposição de poemas e contos do livro “Encontro e Encantos” de autoria de Leacide Moura e Iramel Lima.

Balanço do 3º Fórum Nacional de Museus

sexta-feira, julho 18th, 2008

O 3º Fórum Nacional de Museus, que reuniu em Florianópolis, de 7 a 11 de julho, 1.500 pessoas interessadas no setor, fez um balanço bastante positivo da Política Nacional de Museus (PNM) lançada pelo Ministério da Cultura, em 2003.

A partir da PNM, surgiu o Departamento de Museus do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Demu/Iphan), os Fóruns Nacionais, o cadastramento dos museus e um aprimoramento das relações que permitiu a implementação de uma rede de comunicação entre mais de três mil instituições museológicas no país e sua relação com países do mundo ibero-americano.

Em cinco anos de PNM foram realizados três Fóruns: o primeiro em Salvador, o segundo em Ouro Preto (MG) e o terceiro em Florianópolis. A Política do Ministério da Cultura para os Museus gerou o Estatuto de Museus, uma legislação específica para regulamentar o funcionamento de museus, em votação no Senado Federal, depois de aprovada pela Câmara dos Deputados.

Outro resultado da PNM é o Fundo Nacional de Desenvolvimento dos Museus, projeto de lei aprovado pelo Senado Federal, que será examinado pela Câmara dos Deputados. O Fórum indicou, ainda, a necessidade de criação do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), que substituirá o Departamento de Museus, desvinculando-o do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Com uma intensa programação que abrangeu mesas-redondas, minicursos e grupos de trabalho divididos pelas especificidades das instituições – museus de arte, história, culturas militares, ciência e tecnologia, etnográficos e arqueológicos, comunitários e ecomuseus, e, ainda, museus da imagem e do som e de novas tecnologias – o 3º Fórum Nacional de Museus reuniu profissionais de várias áreas, como museólogos, historiadores, antropólogos, artistas, arqueólogos, sociólogos, educadores, professores, agentes culturais, estudantes e interessados no tema.

Embora uma grande parcela da sociedade brasileira ainda não tenha percebido a importância dos museus como ferramenta de ensino e complementação à educação formal, a democratização do acesso aos bens culturais tem sido a tônica da política de todos os museus atualmente. Diretores e trabalhadores de museus reunidos em Florianópolis confirmaram que houve um incremento significativo de reconhecimento e valorização dos museus pequenos, novos e específicos, nesses cinco anos de PNM.

Os participantes do Fórum também concordaram que puderam perceber o aumento do número de publicações e periódicos sobre a área, o favorecimento da interação entre museu e a comunidade, com a promoção, por exemplo, de eventos como a Semana Nacional dos Museus e a Primavera dos Museus.

Nas conclusões finais do 3º Fórum Nacional de Museus, para os grupos de trabalho que discutiram os avanços da Política Nacional de Museus e fizeram sugestões para o seu aprimoramento, um ponto comum de sucesso foi a democratização do acesso a informações específicas da área técnica museológica. Houve maior produção de conhecimento e circulação de informações, nesses cinco anos de Departamento de Museu, que o Ministério da Cultura criou para gerir as questões do setor. Os museólogos estão convencidos de que, agora, há reconhecimento e divulgação do patrimônio cultural.

Financiamento e Fomento

Durante os cinco dias do Fórum de Florianópolis, os trabalhadores de museus presentes observaram em suas discussões diárias que há um sensível aumento do número de editais e alternativas de financiamentos específicos para a área de atividade dos museus, em instituições como o MinC, a Caixa Econômica Federal, a Petrobras e o BNDES. Há mais linhas de financiamento disponíveis pelo reconhecimento da importância do setor para a democratização da cultura e do conhecimento, embora todo o dinheiro disponibilizado ainda não seja suficiente, dadas as carências acumuladas por décadas.

Os departamentos técnicos dos museus também têm dificuldade na elaboração de projetos para obtenção de financiamentos através de editais. E, para tanto, será necessária a formação de especialistas, que possam elaborar projetos que permitam a aplicação das leis de Renúncia Fiscal aos Museus. De qualquer forma, a Lei Rouanet também precisará de mudanças, pois nem sempre contemplam categorias específicas de museus e alguns elementos de despesas.

Tudo isso se faz hoje necessário e há urgência entre os especialistas em museus de todo o país, porque a PNM permitiu o crescimento e a união dos museus nacionais nos últimos cinco anos. Se a máxima aceita por todos é de que os museus devem democratizar o acesso aos bens culturais, também é de reconhecimento universal a necessidade e o estímulo à modernização dos museus. Afinal, ainda permanece uma dificuldade de acesso a tecnologias específicas para preservação e exibição dos acervos. E uma dramática fragilidade na segurança do patrimônio cultural.

Visita a Museus – A gratuidade em foco

sexta-feira, julho 11th, 2008

Nos países do hemisfério norte, a questão da gratuidade é abordada em três frentes: a do acesso universal, onde nenhum visitante paga pelo ingresso; a das tarifas diferenciadas, onde certos grupos são isentos ou desfrutam de descontos ou dias promocionais; e, finalmente, a do acesso sempre pago.

As instituições muitas vezes modificam sua abordagem e fazem experiências com o intuito de verificar o custo-benefício de suas políticas tarifárias. As pesquisas de público têm sinalizado que a gratuidade não parece determinar, naqueles países, a ampliação do acesso às instituições museais. Na realidade, a falta de interesse ou de familiaridade com os assuntos tratados nas exposições ou com as instituições museais e a cultura que veiculam são consideradas os maiores empecilhos à visita. O distanciamento entre público e instituições museais é causado não pelo valor do ingresso, mas pelo fato de não compartilharem os mesmos valores culturais.

Segundo dados do Cadastro Nacional de Museus, 260 dos 1.310 museus já cadastrados no Brasil, cerca de 20% do total, cobram ingressos. Os preços variam entre R$1,00 e R$10,00 e praticamente todos aplicam tarifas diferenciadas, gratuidade para grupos escolares ou dias promocionais. Dentre estes, 51% são museus sob a tutela pública: a maior parte são estaduais (40%), seguidos dos municipais (30%) e dos federais (30%).

Na pesquisa Perfil-Opinião, realizada pelo Observatório de Museus e Centros Culturais entre 2005 e 2007, a questão da política tarifária ou da gratuidade está presente tanto nas perguntas referentes aos fatores que dificultam a visita a um museu quanto naquelas referentes aos motivos para visitar aquela instituição (o valor do ingresso é uma possibilidade de resposta) e também aparece na análise da renda domiciliar mensal do visitante

Para 40% dos visitantes dos 11 museus do Rio de Janeiro e 35% dos visitantes dos 13 de São Paulo, o valor (ou baixo custo do ingresso) é um motivo para ir ao museu. Dentre as dificuldades para visitar os museus de forma geral, 35% dos visitantes de São Paulo declararam que o valor do ingresso é um fator que dificulta, e 34% declararam que a dificuldade vem de outros custos acarretados pela visita.

Quanto à renda dos visitantes, entre os museus paulistas a faixa de renda domiciliar mensal declarada com maior freqüência foi acima de 4.000 reais, valor que foi declarado por somente 6.3% da população da Região Metropolitana de São Paulo, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2006. No Rio de Janeiro, a pesquisa realizada em 2005 indicava que, enquanto apenas 2.4% da população da Região Metropolitana do Rio de Janeiro declararam renda domiciliar mensal superior a 4.000 reais, entre os visitantes dos museus cariocas o percentual foi de 24.8%. Pode-se sugerir que os museus tendem a atrair, proporcionalmente, uma população com renda elevada.

Considerando a profunda desigualdade social na sociedade brasileira e o desejo de facilitar o acesso aos museus para todos os segmentos da população, a reflexão sobre a gratuidade não parece ter acabado.

E você o que pensa? No Brasil, a gratuidade é fator determinante para o acesso aos museus? Deixe sua opinião no site do Observatório de Museus e Centros Culturais – http://www.museus.gov.br/observatorio.htm, na enquete on-line que estará aberta para participação até o final de julho.

Mais recursos para os museus

quarta-feira, julho 2nd, 2008

Por unanimidade e em decisão terminativa, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal aprovou nesta terça-feira, dia 1º de julho, o Projeto de Lei do Senado nº 95/2008 de autoria da senadora Ideli Salvatti (PT-SC), que autoriza o Poder Executivo a instituir o Fundo Nacional de Desenvolvimento dos Museus (FNDM).

Destinado a apoiar projetos como os de criação, construção, restauração e modernização de prédios, sítios e monumentos, o fundo a ser criado poderá contar com recursos orçamentários, além de contribuições e doações de pessoas físicas e jurídicas. Os recursos também serão destinados à valorização dos profissionais, à melhoria da gestão, à aquisição e à manutenção de acervos.

O Fundo Nacional de Desenvolvimento dos Museus e o Estatuto de Museus aprovados colocam o Brasil na vanguarda da gestão cultural do setor museológico internacionalmente. “Essas legislações fazem parte de um processo de institucionalização da Política Nacional de Museus, que completa cinco anos este ano. Agora esperamos a criação do Instituto Brasileiro de Museus para consolidarmos todos os instrumentos dessa política”, afirma José do Nascimento Júnior, diretor do Departamento de Museus e Centros Culturais do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Demu/Iphan).

O projeto de criação do FNDM agora segue para análise da Câmara dos Deputados.

Estatuto de Museus

Aprovado na última quarta-feira (25 de junho) pela Câmara dos Deputados, o Estatuto de Museus (Projeto de Lei nº 7.568/2006), que prevê normas de preservação, conservação, restauração e segurança para as instituições museológicas, pode ser considerado a legislação mais importante para o setor nos últimos 70 anos, após o Decreto Lei nº 25/1937, que dispõe sobre a organização da proteção do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Amplamente discutido pela comunidade museológica em fóruns e encontros desde a implantação da Política Nacional de Museus, em 2003, seu conteúdo prevê normas gerais reguladoras, amplia o conceito de museus, estabelece os procedimentos de criação de museus, identifica suas funções e atribuições e regula as atividades específicas.

Veja a proposta e sua tramitação no Senado Federal.

Leia também a seguinte matéria: Estatuto de Museus.

Informações: (61) 3414-6234, no Demu/Iphan.

MinC faz balanço da Política Nacional de Museus, que completa cinco anos de conquistas

terça-feira, julho 1st, 2008

A Política Nacional de Museus completa cinco anos com conquistas históricas para o setor museológico. Desde seu lançamento, em 16 de maio de 2003, pelo ministro da Cultura, Gilberto Gil, a PNM vem implementando um conjunto de ações e iniciativas fundamentais para que as instituições museológicas brasileiras se desenvolvam e ganhem mais atenção do Governo Federal e da sociedade.

As ações empreendidas têm conseguido consolidar o campo museal como estratégico dentro das políticas públicas de cultura. Tendo por base parcerias com estados, municípios e sociedade civil, nesse curto período de cinco anos, a PNM ganhou a dimensão de movimento cultural de abrangência nacional, de caráter inclusivo e participativo.

Os reflexos positivos podem ser conferidos no salto dos investimentos no setor, que alcançaram R$ 140 milhões, em 2007; nos lançamentos de editais de modernização e de criação de museus; nos prêmios para práticas em instituições museológicas; no apoio à realização de exposições, de obras de implantação de galerias e de reformas e restauração de museus; na realização de fóruns nacionais e cursos de capacitação em Museologia; no mapeamento das instituições museológicas brasileiras; na instituição de 2006 como Ano Nacional dos Museus; nas publicações de livros, revistas, relatórios e cadernos de diretrizes para o setor; na articulação com a Ibero-América para implantação do Programa Ibermuseus e celebração do Ano Ibero-americano de Museus, em 2008; na realização de eventos de cunho nacional e internacional – Semanas Nacionais de Museus, Fóruns Nacionais de Museus, Primavera de Museus e I Encontro Ibero-americano de Museus; nas iniciativas legislativas e na articulação com o Congresso Nacional para a criação do Estatuto de Museus e com o setor museológico para a criação do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram); dentre outras atividades e ações contínuas essenciais para o desenvolvimento e a integração entre os museus e a sociedade.

Criação do Demu/Iphan – Um dos primeiros desdobramentos da Política Nacional de Museus foi a criação, em 2003, do Departamento de Museus e Centros Culturais (Demu), no âmbito do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A singularidade do conjunto de museus da autarquia e a inexistência formal de um setor na área federal voltado às ações do campo da Museologia foram os motivos para a criação do departamento. O surgimento do Demu/Iphan no cenário museal brasileiro acarretou, de imediato, o fortalecimento de todos os museus do Ministério da Cultura e abriu novas dimensões para o setor no país.

Conheça o balanço dos cinco anos da PNM.

Outras informações: (61) 3414-6234 e demu@iphan.gov.br, no Departamento de Museus e Centros Culturais do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Demu/Iphan).

Reunião define Conselho e ações para 2008

domingo, junho 29th, 2008

Nos dias 28 e 29 de janeiro, no Palácio do Itamaraty, em Brasília, foi realizada a Reunião de Implantação da Iniciativa Ibermuseus, na qual foi firmado, por meio do Estatuto, o seu Conselho Intergovernamental, formado pelo Brasil, Espanha e Colômbia.

Coordenado pelo Departamento de Museus e Centros Culturais do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Demu/Iphan), o encontro reuniu representantes da Colômbia, Espanha, Secretaria-Geral Ibero-Americana (Segib), Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) e Ministérios da Cultura e Relações Exteriores do Brasil.

Na ocasião foram definidas as linhas de ação da Iniciativa Ibermuseus para 2008. São elas: Formação e capacitação; Mapeamento dos museus ibero-americanos; Contribuição para consolidar a Rede Ibero-americana de Museus; e a Criação do Portal Ibermuseus. Também foi decidido que a sede da Unidade Técnica da Iniciativa será no Brasil. A Iniciativa Ibermuseus é uma instituição criada com o intuito principal de se firmar como o Programa Ibermuseus.

Outras ações firmadas foram a criação do Prêmio de Boas Práticas em Ação Educativa em Museus na Ibero-américa e a participação da Colômbia como país convidado para a III Jornada Brasil-Espanha de Museus.

Confira os detalhes na Ata n° 01 do Conselho Intergovernamental Ibermuseus e no Estatuto da Iniciativa Ibermuseus que seguem no documento anexo.

Programa Ibermuseus

O Programa Ibermuseus prevê a troca de experiências no campo museal, a criação de um fundo de desenvolvimento para os cerca de dez mil museus e a formação de uma rede ibero-americana de museus. Será a instância de fomento e de articulação de uma política museológica para a região, com mecanismos multilaterais de cooperação e desenvolvimento de ações conjuntas no domínio dos museus e museologia dos países da Ibero-América.

A proposta de implementação do Programa Ibermuseus foi feita, oficialmente, na Declaração de Salvador, documento resultante do 1º Encontro da Cúpula Ibero-Americana de Museus, realizado em de junho de 2007, na capital da Bahia, e que contou com a participação de representantes da área de museus de todos os países ibero-americanos.

Aprovado na XVII Cúpula Ibero-americana de Chefes de Estado e de Governo, em novembro de 2007, em Santiago do Chile, o Programa é a primeira iniciativa apresentada e coordenada pelo Brasil na área de Cultura e o único item de política cultural do documento-final que reúne o programa de ações para a comunidade Ibero-americana.

Ata e Estatuto Iniciativa Ibermuseus

Programa Ibermuseus e celebração do Ano Ibero-americano de Museus

domingo, junho 29th, 2008

O Programa Ibermuseus e a celebração 2008 – Ano Ibero-americano de Museus foram aprovados na XVII Cúpula Ibero-americana de Chefes de Estado e de Governo, em novembro de 2007, em Santiago do Chile. Apresentada e coordenada pelo Brasil, a proposta é a primeira iniciativa brasileira na área de Cultura aprovada pela cúpula e o único item de política cultural do documento-final que reúne o programa de ações para a Comunidade Ibero-americana.

O Programa Ibermuseus prevê a troca de experiências no campo museal, a criação de um fundo de desenvolvimento para os cerca de dez mil museus e a formação de uma rede ibero-americana de museus.

A proposta do programa foi aprovada inicialmente na Declaração de Salvador, resultante do I Encontro Ibero-Americano de Museus, realizado em junho deste ano, na Bahia. Em julho, na X Conferência Ibero-Americana de Ministros de Cultura, em Valparaíso (Chile), a declaração foi ratificada. O documento firmado entre as autoridades, denominado Declaração de Valparaíso, serviu como base para as deliberações na área da cultura, na Cúpula dos Chefes de Estados.

A agenda do Ano Ibero-americano de Museus estará disponível nos portais: www.museus.gov.br; www.cultura.gov.br, www.oei.org.br, e www.segib.gov.br .

Agenda internacional do Ano Ibero-americano de Museus é lançada na Espanha

domingo, junho 29th, 2008

A programação do Ano Ibero-americano de Museus foi lançada hoje, 13 de fevereiro, às 17h, no Museu Reina Sofia, em Madri, na Espanha. O lançamento ocorreu paralelamente à abertura da 27ª Feira de Arte Contemporânea – Arco 2008, que tem o Brasil como país-tema.

A solenidade reuniu os ministros da cultura do Brasil, Gilberto Gil, e da Espanha, César Antonio Molina; o secretário geral da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), Álvaro Marchesi; e o secretário Geral da Secretaria Ibero-Americana (Segib), Enrique Iglesias.

A agenda do Ano Ibero-americano de Museus reúne mais de 900 eventos em instituições museológicas da Ibero-América, entre exposições, seminários, palestras e shows relacionados ao tema Museu como Agente de Mudança Social e Desenvolvimento.

Confira a agenda!

Vinte e quatro municípios vão receber apoio para criação da primeira instituição museológica.

domingo, junho 29th, 2008

O Departamento de Museus e Centros Culturais do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Demu/Iphan) divulgou o resultado do Edital Mais Museus. Serão beneficiadas 24 cidades das cinco regiões brasileiras, com até 50 mil habitantes e que não possuem instituição museológica, para receber apoio financeiro de até R$ 100 mil para aquisição de equipamentos e mobiliários, elaboração de projetos para execução de obras e serviços, instalação e montagem de exposições, elaboração de projetos museológicos ou museográficos e restauração ou benfeitoria em imóveis.

A partir da maior classificação, os municípios contemplados são: Formoso do Araguaia (TO), Machacalis (MG), Parambu (CE), Bananeiras (PB), Sobradinho (RS), Palma Sola (SC), Casimiro de Abreu (RJ), Cajuru (SP), Guamaré (RN), Presidente Médice (RO), Pains (MG), Caarapó (MS), Teotônio Vilela (AL), São Gabriel (BA), Quatis (RJ), Monsenhor Gil (PI), Matelândia (PR), Porto da Folha (SE), Pedra Lavrada (PB), Alto Paraíso de Goiás (GO), Santo Antonio de Leverger (MT), Agronômica (SC), Santana do Manhuaçu (MG) e Tocantinópolis
(TO).

Os projetos foram selecionados por uma Comissão Especial de Avaliação, formada por museólogos e profissionais do setor, reunida entre os dias 24 e 28 de março, em Brasília. Dentre outros critérios, os membros da comissão consideraram clareza da justificativa e coerência do projeto; razoabilidade dos custos; impacto institucional; impacto sociocultural, inclusive quanto à geração de emprego e renda; e descentralização dos recursos, considerando a diversidade regional do país.

Os proponentes dos 24 projetos escolhidos devem enviar, no prazo máximo de dez dias, a documentação prevista no item 5.3 do Anexo 7 do Edital sob pena de desclassificação. Também foi criada uma lista reserva com 15 projetos para o caso de desistência ou de impedimento legal de alguma instituição contemplada para formalizar convênio. A ata da reunião com a relação dos municípios e a respectiva classificação foi publicada no Diário Oficial desta quinta-feira, dia 3 de abril (veja na Seção 1, páginas 10 e 11 do D.O.U. ou baixe aqui a listagem).