O que é isso?



{gráfico de ciclo de desenvolvimento cultural}

Introdução

"No one would claiming a certain library is exaustive" -- Jean Claude Guedon

Atualmente, o MinC está associado a diversas instituições (Cinemateca, Funarte, Biblioteca Nacional, ...) que, de alguma forma, estão interessadas na digitalização de suas produções culturais e na gestão de seus acervos digitais. Historicamente, os projetos de digitalização e disponibilização dos acervos tem se dado de forma isolada, de forma que, ao final, cada instituição acaba por manter online seus próprios sistemas de consulta e acesso às suas produções. Segundo José Murilo, "Digitalização de acervo no Brasil, principalmente da perspectiva pública, encontra-se num estado de desintegração bastante insatisfatório. Se você parte da lógica do acesso, você tem uma dificuldade muito grande de acessar os acervos que já estão digitalizados, e tem dificuldades também para empreender os projetos de digitalização". [1]

A partir de uma parceria com a RNP, que possui uma infraestrutura de conexão de 1gigabit, e destes acervos culturais de instituições públicas, produções dos pontos de cultura e do circuito independente, surgiu a reflexão sobre como explorar esta capacidade de rede promovendo acesso qualificado à cultura no meio digital. Entende-se como acesso qualificado a capacidade dos usuários acessarem os conteúdos de forma integrada, se apropriarem deste conteúdo e a possibilidade do usuário agir sobre o conteúdo individual ou colaborativamente, além de permitir alcance global à iniciativas locais.

Como produto dessa reflexão, a articulação e integração das iniciativas de digitalização e disponibilização de acervos foi considerada fundamental assim como a integração destes acervos com a TV Digital.

{Nota: Talvez, dizer mais da situação MinC em outros campos: cultura de uso, politica executável, adoção de modelos e processos SL no MinC, ...é sobre essa fundação que operamos}

{Situar o GT de vídeo aqui na introdução?}

{Modelos de negócio na web}

Acesso, Apropriação e Publicação na Internet


Contextualização Social


{arranjos sociais, fluxo economico, ... dissertar sobre como essas coisas ocorrem hoje - cenário atual - no que diz respeito a apropriação/publicação/acesso na internet}

{Cloud computing no que tange fluxo economico e modelos de negocio - alguma intercessão?}

Contextualização Técnica


{modelos de interação, fluxo de informação, interfaces, protocolos, formatos de dados, arranjos de máquinas, ... dissertar sobre como essas coisas ocorrem hoje - cenário atual - no que diz respeito a apropriação/publicação/acesso na internet}

{gráfico usuario+ilhas / usuario+informações. Setas uni-direcionais entre conteúdo e usuário. Usuário sozinho}

A Web, hoje, é a plataforma de disponibilização de conteúdos mais utilizada e de maior alcance. Considerando a arquitetura da Web e a forma como interagimos nela por meio do Browser em nossos computadores, podemos observar algumas características que impactam na interação, acesso e criação de conteúdos da rede, dentre as quais podemos citar:


Isso implica que a integração entre os conteúdos na rede é fraca, considerando as limitações dos links e como estes são criados. Como consequência, frequentemente executamos buscas pelo mesmo conteúdo repetidas vezes em diversos portais ou bases de dados, especialmente quando estes acervos armazenam conteúdos de natureza semelhante (por exemplo, portais de artigos e periódicos). Da mesma forma, o relacionamento de conteúdos entre "sub-redes" acontece esporadicamente e de forma bastante específica (caracterizando as "ilhas de conteúdos"). Finalmente, a quantidade de informações publicadas na rede é imensa; é difícil para um usuário da rede obter uma noção geral do "que está lá" ou mesmo, perceber a rede como um todo como um acervo integrado e ser equipado para navegar eficazmente no vasto mundo de conteúdos.

"São múltiplos ambientes, meios e sistemas que não falam entre si e fragmentam conversas,r h espalhando informações que deveriam estar conectadas umas às outras. Dispositivos mal projetados que nos condicionam a relações isoladas e pobre em sentidos." -- Daniel Pádua


O caminho inverso não acontece, de forma geral -- apenas algumas aplicações oferecem esse recurso de maneira limitada e isolada (como clientes de Twitter). Sobre isso, Rob Pike é sucinto: "A Web tem dominado a forma como sistemas apresentam e usam informação: o modelo é de interação forçada; o usuário deve ir atrás dos dados para acessá-los." (tradução livre) [2]. Tal modelo, portanto, pressupõe que a natureza dos conteúdos da rede são estáticos -- o que não é o caso para grande parte das informações acessadas atualmente -- e ignora o valor de sermos informados na medida em que novos conteúdos surgem na rede.



Atualmente, há poucos mecanismos que dão suporte para atividades colaborativas de acesso a conteúdos. Sites como del.icio.us publicam bookmarks de usuários da rede. Recomendações, em geral, são enviadas por e-mail ou outro canal de comunicação. No entanto, não há um suporte à experiencias ricas, consistentes e intgradas de navegação colaborativa.


Muitos autores {citation needed} criticam o modelo do Web Browser por não oferecer ferramentas de design e criação de conteúdo -- limitando-se a ser apenas um "leitor" (mesmo com antecedentes populares nos anos 80 como o HyperCard), além de ser um software que que possui capacidades de expressão limitadas, observando-se a natureza dos padrões W3C como HTML ("um sistema operacional dolorosamente limitado e read-only", para uma metáfora simplória). O caminho da evolução destes padrões tem sido lento, mas em direção à expansão das capacidades do Browser como tecnologia e reciclagem de seu papel de "apenas navegador web".

As we see it, digital fluency requires not just the ability to chat, browse, and interact, but also the ability to design, create, and invent with new media [...] We need to expand the notion of “digital fluency” to include designing and creating, not just browsing and interacting. [3]

Em outro espectro, cabe pontuar como sistemas populares conhecidos hoje como "Web 2.0" se relacionam com acesso qualificado. Serviços como YouTube e Google Docs, por exemplo, apresentam desafios de acesso na medida em que se tornam populares. Conteúdos publicados nestas plataformas não são interoperáveis uma vez que não fornecem meios de acesso direto (via APIs, por exemplo) às informações utilizando padrões abertos. Há ainda a questão do uso de repositórios de empresas privadas armazenando conteúdos sensíveis, como informações governamentais, muitas vezes, como consequência de interesses por recursos de software por parte dos usuários (por exemplo, o interesse em edição colaborativa de documentos, no caso do Google Docs, levando pessoas à armazenarem dados sensíveis nos servidores da empresa Google). {1) enriquecer isso: formação de ilhas, falta de alternativas, ligação com licenças e direitos autorais, etc. 2) Muitos destes pontos parecem tratar também de cloud computing}.


{Talvez, encaixar aqui algo sobre a situação atual com TV Digital e sua relação com acesso qualificado}

{Modelos de negócio atuais na web}

Objetivos

{gerais, especificos, cenários desejados, etc. Diferentes frentes: cervo, edição colaborativa de vídeo na web, etc (dentro do umbrela "acesso qualificado"}


{gráfico: usuário acessando universo unificado onde os conteúdos tem maior ênfase que os lugares a que pertencem. Setas bidirecionais entre conteúdos e usuário. Mais de um usuário colaborando. Uso de diversos meios de busca}

Em contraste com os pontos levantados na seção anterior, nós esperamos que os conteúdos sejam mais integrados e intercambiáveis. Considerando que nenhum acervo é universal e considerando que limitações físicas e geográficas essencialmente não existem no mundo virtual, é importante que as pessoas tenham uma percepção integrada dos conteúdos que elas acessam na rede em função da necessidade de exploração, investigação, enriquecimento cultural e aprendizagem. Esperamos não só que o usuário seja poupado de realizar a mesma busca em diferentes lugares, mas que os conteúdos possam ser relacionados transversalmente entre acervos de forma facilitada. {exemplo 1) busca de artista/escritor/musico/diretor/... que estaria em diferentes acervos; exemplo 2) relacionamento entre um filme [em acervo de vídeo] e obras literarias [em acervo literário] e notícias [em acervo de jornais?], e mapa [openstreetmaps]}


Da mesma forma, é importante considerar as oportunidades que a mídia computacional oferece no que diz respeito ao fluxo de informações. Por exemplo, é comum realizarmos a mesma busca durante o tempo com o intuito de encontrar novos conteúdos. Essas buscas repetidas poderiam ser sintetizadas em apenas uma ação configurável: como usuários na rede, nós poderiamos especificar nossos interesses de forma geral "para a rede como um todo" apenas uma vez e, a partir daí, seriamos notificados na medida em que novos conteúdos que satisfazem nossos interesses surgem na rede. {exemplo aqui}}


Por outro lado, não podemos nos restringir apenas ao encontro do usuário e os conteúdos. Bibliotecas e demais instituições que publicam acervos lidam com a preservação e memória da nossa cultura. Entretanto, é importante que espaços para apropriação, remix e publicação de conteúdos sejam considerados permitindo que a sensação de "adicionar ao espaço cultural" se instale nos usuários de forma natural. Isso significa permitir uma maleabilidade alta na manipulação de conteúdos digitais. E, talvez, signifique reciclar o papel do Browser, resgatando-o do modelo "read-only" e permitindo que ele se torne uma ferramenta genuína de apropriação, design e criação.

"The collection is theirs....theirs to grow" -- Jean Claude Guedon

Finalmente, por meio de infra-estruturas, arranjos entre servidores de conteúdos e disponibilização de stacks de software que operam sobre o modelo proposto, esperamos oferecer maior autonomia e "espaços programáveis" para os usuários e instituições na Internet, permitindo que montem seus próprios acervos, associem-se a (con)federações e redes de conteúdos, configurem sua participação e criem suas próprias experiências de acesso, criação e publicação agindo sobre a "soma de conteúdos" (ou qualquer subconjunto configurável desta soma) das redes das quais desejam fazer parte.


{Prospectar Modelos de negócio}


Daqui pra baixo é rascunho e coisas arbitrárias


Brainstorm de exemplos


{formatar uma historinha com um personagem fazendo os diversos exemplos}
{amarrar as historinhas no contexto das instituições parceiras}

Exemplos de notificação/integração:
-Definir blogs interessantes e receber notificações de atualização do blog
-Definir posts interessantes e receber notificações de novos comentários no post
-Definir usuários interessantes e receber notificações de novos conteúdos públicados por esse usuário "na rede como um todo".
-Definir que "vídeos de comédia" são interessantes e receber notificação quando novos vídeos de comédia forem publicados
-Definir que "livros similares a este" são interessantes e receber notificação quando livros similares forem publicados.
-Definir uma query customizada e receber notificações quando novos conteúdos satisfizerem essa query


Exemplos de como a infra-estrutura da rede da suporte ao esprito criativo:
-Criação de buscadores customizados (sem a necessidade de fazer seu próprio crawling, hopefully)
-Search colaborativo
-ranking e linking criados de forma colaborativa. Result sets compartilhados, customizados e derivados.


Outros:
-Permitir que o browser edite vídeo (colaborativamente).



Quotes
"The systems being built must remain flexible and open-ended throughout the
process of development, which is evolutionary." -- Licklider, comp. as com dev.

"As we see it, digital fluency requires not just the ability to chat, browse, and interact, but also the ability to design, create, and invent with new media" - Scratch

"We need to expand the notion of “digital fluency” to include designing and creating, not just browsing and interacting." - Scratch

"Um equipamento eletrônico, seja ele um leitor digital, um celular ou um computador, pode armazenar ou acessar um acervo tão rico quanto o do Real Gabinete de Leitura, da Biblioteca Nacional, ou mesmo da Cinemateca de São Paulo”, compara um dos coordenadores do simpósio, Roberto Taddei. De acordo com ele, não se trata mais de apenas publicar conteúdos apenas em sites na rede. “É preciso organizar tudo de maneira intercambiável, com acesso por meio de diferentes suportes e plataformas, de fácil indexação e consulta por parte do público”, explica o jornalista que integra a Casa da Cultura Digital.


It seems easiest to approach this matter from the individual User's point of view--to see what he would like to have, what he might like to do, and then to try to figure out how to make a system within which his requirements can be met - intergalactic

alan - SA
For example, naive acceptance of information on the computer screen
can be combated by designs that automatically gather both the
requested information and also instances in which a displayed "fact"
does not seem to hold.

An on-line library that retrieves only what it is requested produces
tunnel vision and misses the point of libraries; by wandering in the
stacks, people inevitably find gems they did not know enough to seek.
Software could easily provide for browsing and other serendipitous
ventures.

Today facts are often divorced from their original context. This
fragmentation can be countered by programs that put separately
retrieved ideas into sequences that lead from one thought to the
next. And the temptation to "clay push," to create things or collect
information by trial and error, can be fought by organizational tools
that help people form goals for their searches. If computer users
begin with a strong image of what they want to accomplish, they can
drive them a fairly straightforward way through their Initial
construction and rely on subsequent passes to criticize, debug and
change.



  • Cenários ideais (exemplificar usos)
  • exemplos de uso e interação na rede que queremos ter
  • Forma, atitude, ...
    • fomentação de desenv. SL
    • fomentação de padrões abertos
    • direitos autorais
    • SW realizando política / empowering the user
    • descentralização
    • integração com redes, protocolos, padrões e sistemas existentes
    • formentar participação e colaboração (active users, "read/write literacy")


Trabalhos relacionados


  • trabalhos de integração de acervos
  • trabalhos de redes sociais abertas
  • trabalhos de federação
  • Tecnologias / protocolos / padrões (unique id (esqueci o nome do negocio de url unica), oai-pmh, marc, Z39.50, atom, dublin, openURL, xmpp, etc)
  • ....





Resultados esperados (impacto)


...em termos de acesso qualificado
...em termos de desenvolvimento cultural, social e/ou tecnologico
...em termos de espaço para inovação
...em termos de arranjos economicos
... others..



Áreas de investigação e desenvolvimento


A partir do cenário que queremos ter idealmente o que precisamos:
  • Investigar (o que não está claro)
  • Fazer/produzir (daquilo que já conhecemos razoavelmente)

[modelos de fluxo de rede, transmissão de dados, formatos
e configurações que dão suporte aos modelos de interação
que queremos
(ie. notification/federation/auto-integration/pubsub-cell-objects),
segurança, escalabilidade, evolvability, etc)



Referências


[1] - Acesso Qualificado - Simpósio Internacional debate sobre a digitalização de acervos no Brasil
[2] - Systems Software Research is Irrelevant
[3] - Scratch: Programming for All - Communications of ACM

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